Justiça. É possível viver sem?

Todos podem viver sem comida. Todos podem viver sem água. Todos podem viver sem família. Todos podem viver sem amigos. Todos podem viver sem escola. Todos podem viver sem trabalho. Todos podem viver sem descanso. Todos podem viver sem diversão. Todos podem viver sem propósito.

Mas ninguém, exatamente ninguém, consegue viver sem justiça.

Como é que alguém pode viver sem justiça? Como é que alguém pode aceitar que não seja feita justiça ao cruel assassino de seu filhinho? Como é que alguém pode não ser ressarcido por danos morais num processo onde toda a sua dignidade foi lançada por terra? Como pode uma mulher ver em liberdade e impune, aquele que lhe oprimia e lhe destruiu por meio de palavras e agressões físicas e mentais? Como podem todos esses que se chamam políticos, mas roubam o sofrido dinheiro do trabalhador, não serem cassados e presos? Como pode tanta violência contra a crianças e idosos? Como pode alguém não ser respeitado como ser humano? E como podem os animais serem dizimados e extintos da face da terra por causa da injustiça humana?

Realmente. Quem pode viver sem justiça? Ninguém. No entanto é a forma como quase todos vivemos aqui neste planeta.
Alguns têm o privilégio de viverem em lugares onde o respeito gera algum tipo de justiça, mesmo que temporária. Lugares assim são poucos. Enquanto outros vivem à mercê da injustiça em suas piores faces, e isto se alastra como praga sem controle.

Refletindo no tema da justiça que parece não existir e que pode ter sido extinta junto com belíssimos animais, chegamos a conclusão que, a justiça está para a vida como a água, a comida, a família, os amigos, a escola, o trabalho, o descanso, a diversão e uma vida com propósito está para todos os seres que são vítimas de preconceito pela sua raça, descendência, idade e/ou posição social.

É um assunto delicado. Aquele que foi injustiçado, diante do descaso e por não ver o devido respeito à sua pessoa e família, decide fazer justiça ele próprio, caindo assim nas mãos da própria justiça. Aquela mesma justiça que pode ter sido extinta como certas espécies de animais. Aquela que é como a água doce que se esvai nas torneiras da inadvertência, lavando as sujidades crônicas dos que têm em suas mãos o poder de fazer justiça e não a fazem.

Por outro lado há aquele que por não sofrer o preconceito que sofre a maioria, desfruta de alguma “justiça” paga com sua rica miséria. Lamentavelmente a resposta é sim. Pode se viver sem justiça, contrariando o desejo de todos. E o amor que é tão essencial à vida, nestes últimos dias infelizmente se esfria, trazendo consigo conseqüências irreversíveis. Este mundo onde a justiça está quase em extinção, prevê para o seu final, um terrível desastre ambiental.

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